Locais de Atendimento em São Paulo

Clínicas de Recuperação Ribeirão Pires

As clínicas Anjos do Resgate foram criadas com o intuito de oferecer o que há de mais avançado em termos de estrutura, tratamento e profissionais.

Todas as unidades possuem psiquiatras, psicólogos, enfermagem, terapeutas, monitoria 24 horas, administração, chefe de cozinha, além de equipe  diferenciada dependendo da unidade.

Oferecemos unidades voluntárias , involuntárias (Lei 10.216/2001) e compulsórias.

Oferecemos uma rede de clínicas regulamentadas pela Anvisa e demais órgãos fiscalizadores e  que estão localizadas estrategicamente para um melhor atendimento à população.

Missão, visão e valores

Missão: 

 

Analisar de um modo global , todas as necessidades referente aos interessados, buscando resultados inovadores com eficácia, inerentes a individualidade de cada problemática.

Visão:

Restabelecer a qualidade de vida e reinserção social das pessoas e famílias relacionadas. Buscar ser referência no setor.

Valores: 

Respeito, empatia, profissionalismo, pro atividade, responsabilidade, ética, confiança, comprometimento.

Feito Com Amor

Por que a internação é importante?

A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, que afeta não só o usuário de drogas, mas também a família e ao meio em que convive. O dependente químico por si só, muitas vezes acredita que pode parar de usar drogas quando quiser. Por esse motivo, protela a busca por ajuda. Nessas horas o ideal é que a família intervenha, pois tem sã consciência para tomar a melhor decisão.

A internação torna-se necessária quando há intoxicação aguda ou crônica e, consequentemente, ele já não tem condições de tomar decisões ou cuidar de si mesmo. Também a internação é indicada quando há dificuldade em ficar abstinente, há desgaste da família, que fica sem saber como ajudá-lo em casa, ou ainda em situações que coloquem em risco a segurança da pessoa e de quem estiver em volta, devido à falta da droga ou do envolvimento com o tráfico.

Como funciona?

Quando o paciente chega na clínica, ele é acolhido por uma equipe especializada e passa por uma avaliação clinica e psiquiátrica, a qual é analisada e reafirmada do ponto de vista médico dando assim início ao tratamento. Durante a permanência na clínica o dependente tem o auxílio da Equipe Multiprofissional , formada por médicos psiquiatras, clínicos gerais, psicólogos, enfermeiros, terapeutas, monitores, que atuam de uma forma significativa em atividades correlacionadas.

Durante o tratamento é possível ter condições e tempo de autorreflexão e avaliação para tomar consciência do problema. Através de metodologias aplicadas o tratamento que busca resgatar valores, autoestima, conceitos familiares e sociais, establecendo padrões sociais e familiares, focando comportamentos que assegure o bem-estar indivídual e grupal. O tempo da internação varia de caso a caso. Alguns fatores, como idade do paciente, tempo de uso, substância utilizada, quantidade e frequência e comprometimento físico e mental, podem determinar o tempo em tratamento.

Trabalhamos com as melhores Clínicas de Recuperação de Todo Brasil. 

Temos convênio com mais de 30 clínicas no Estado de São Paulo, masculinas, femininas e mistas. Todas as clínicas possuem equipe formada por profissionais especialistas em suas áreas e com vasta experiência, proporcionando um trabalho compartilhado em ambiente de respeito e colaboração.

As clínicas conveniadas oferecem com excelência, soluções terapêuticas no processo de reabilitação da dependência química, visando a restauração da saúde e o respeito a si próprio, fornecendo soluções de qualidade e superarando as expectativas dos pacientes e familiares. As clínicas dispõem de ambientes aconchegantes, devidamente equipados para atendimentos e serviços oferecidos.

O objetivo das clínicas visa, acima de tudo, resgatar vidas que estão sendo destruídas pelo uso das drogas, promover a reabilitação psicossocial do dependente químico, elevar sua autoestima e reintegrá-lo à vida familiar e social, garantindo saúde e bem-estar para nossos pacientes e suas famílias.

Quadro Básico de Profissionais das Clínicas

  • Profissional de Psicologia

  • Médico Psiquiatra

  • Clínico Geral

  • Terapeutas

  • Enfermeiro

  • Nutricionista

  • Monitores

  • Seguranças

Estrutura Básica das Clínicas

  • Sala de recepção

  • Ambiente aconchegante

  • Consultório médico

  • Consultório psicológico

  • Sala multimídia equipada

  • Plantão de enfermagem

  • Espaço livre para lazer

  • Espaço para jogos

  • Quadra de Esporte

ABUSO DE ANALGÉSICO PRESCRITO

 

Enquanto o uso de muitas drogas ilícitas nos EUA está em uma leve queda, o abuso de drogas prescritas está crescendo. Em 2007, 2,5 milhões de americanos abusaram de drogas prescritas pela primeira vez, comparados com os 2,1 milhões que usaram maconha pela primeira vez.

As drogas prescritas são as mais comumente usadas entre os adolescentes americanos, com números próximos aos da maconha, e quase a metade dos adolescentes que abusam de drogas prescritas tomam analgésicos.

Por que tantos jovens voltam-se para as drogas prescritas para conseguirem um barato?

De acordo com uma pesquisa, quase 50% dos adolescentes acreditam que tomar drogas prescritas é muito mais seguro do que usar drogas ilícitas.

O que a maioria destes adolescentes não sabe é do risco que estão correndo por usarem estas drogas, que são altamente potentes e alteradoras da mente. A longo prazo, o uso de analgésicos pode levar à dependência. Até pessoas que recebem a prescrição para alívio de uma condição médica acabam caindo na armadilha do abuso e do vício.

Em alguns casos, os perigos dos analgésicos não aparecem até que seja tarde demais. Em 2007, por exemplo, o abuso do analgésico Fentanyl matou mais de 1000 pessoas. Descobriu-se que a droga era de 30 a 50 vezes mais poderosa do que a heroína.

 

O QUE SÃO OS ANALGÉSICOS?

 

Os analgésicos prescritos são drogas potentes que interferem na transmissão dos sinais elétricos do sistema nervoso que percebemos como dor. A maioria dos analgésicos também estimula partes do cérebro associadas ao prazer. Por isso, além de bloquearem a dor, produzem um “barato”.

Os analgésicos prescritos mais poderosos são chamados de opioides, que são os compostos de ópio1. São feitos para agir sobre o sistema nervoso da mesma forma que as drogas derivadas da papoula, como por exemplo a heroína. Os analgésicos opioides mais comumente abusados incluem oxicodona, hidrocodona, meperidina, hidromorfona e propoxifeno.

A oxicodona tem o maior potencial para abuso e também os maiores perigos. É tão poderosa quanto a heroína e afeta o sistema nervoso da mesma forma. A oxicodona é vendida sob vários nomes comerciais, como: Percodan, Endodan, Roxiprin, Percocet, Endocet, Roxicet e OxyContin. Vêm em forma de comprimidos.

A hidrocodona é usada em combinação com outros químicos e está disponível em medicamentos prescritos para a dor como comprimidos, cápsulas e xaropes. Os nomes comerciais são: Anexsia, Dicodid, Hycodan, Hycomine, Lorcet, Lortab, Norco, Tussionex e Vicodin. Nos últimos anos, as vendas e produção destas drogas têm aumentado significativamente, assim como seu uso ilícito.

A meperidina (Demerol) e a hidromorfina (Dilaudid) vêm em comprimidos e o propoxifeno (Darvon) em cápsulas, mas sabe-se que todos os três costumam ser triturados e injetados, cheirados ou fumados. O Darvon, banido no Reino Unido desde 2005, está na lista das dez drogas que mais causaram mortes por uso abusivo nos EUA. O Dilaudid, considerado oito vezes mais potente que a morfina, é frequentemente chamado nas ruas de “heroína de farmácia”.

 

ENTENDENDO POR QUE OS ANALGÉSICOS CAUSAM TANTA DEPENDÊNCIA

 

Familiares protestam contra analgésicos que matam. Peritos em reabilitação dizem que a dependência mais difícil de superar é a de analgésicos fortes como o OxyContin.

Crédito fotográfico: OxyABUSEKills.com
 

Os analgésicos opioides produzem uma euforia de curta duração, mas também são viciantes.

O uso de analgésicos a longo prazo pode levar à dependência física. O corpo se adapta à presença da substância e se alguém para de tomar a droga repentinamente, ocorrem sintomas de abstinência. Ou o corpo desenvolve uma tolerância à droga, significando que para alcançar os mesmos efeitos têm de ser tomadas doses maiores.

Como todas as drogas, os analgésicos simplesmente mascaram as dores para as quais são recomendados. Eles não “curam” nada. Alguém que está tentando acalmar a dor pode acabar tomando doses cada vez mais altas e só depois descobrir que já não consegue mais passar o dia sem a droga.

Os sintomas de abstinência podem incluir: inquietação, dores nos músculos e ossos, insônia, diarreia, vômitos, sensações de frio interior, arrepios e movimentos involuntários das pernas.

Um dos sérios riscos dos opioides é o enfraquecimento respiratório — doses altas podem enfraquecer a respiração a ponto de parar e o usuário morrer.

 

XYCONTIN A “HEROÍNA CAIPIRA”

Por agir sobre o sistema nervoso da mesma forma que a heroína ou o ópio, alguns dependentes químicos estão usando OxyContin como substituto ou suplemento para opioides ilícitos tipo heroína.

Ocorreram assaltos à mão armada a farmácias em que o assaltante exigiu o OxyContin e não o dinheiro. Em algumas áreas, particularmente no Leste dos Estados Unidos, o OxyContin tem sido a droga de maior preocupação dos agentes da lei.

O OxyContin, amplamente conhecido como “heroína caipira” por causa do seu uso abusivo nas comunidades rurais dos Apalaches, emergiu como um sério problema criminal nos Estados Unidos. Em um condado, foi estimado que a dependência desta droga estava por trás de 80% dos crimes.

 

EFEITOS MENTAIS E FISIOLÓGICOS DOS ANALGÉSICOS

  • Prisão de ventre

  • Náusea

  • Vômitos

  • Tonturas

  • Confusão

  • Dependência química

  • Inconsciência

  • Enfraquecimento respiratório

  • Maior risco de ataque cardíaco

  • Coma

  • Morte

 

ANALGÉSICOS: UMA BREVE HISTÓRIA

 

Opioides altamente viciantes, derivados da papoula, vêm sendo usados há milênios com fins recreativos e medicinais.

Os opioides, originalmente derivados da papoula, vêm sendo usados há milênios com fins recreativos e medicinais. A substância mais ativa no ópio é a morfina, que recebeu esse nome por causa de Morfeu, o deus grego dos sonhos. A morfina é um analgésico muito potente, mas também causa muita dependência.

No século XVI, o láudano, preparado líquido medicinal em que o ingrediente principal é o ópio, era usado como analgésico.

A morfina foi extraída do ópio na sua forma pura pela primeira vez no início do século XIX. Foi usada amplamente como analgésico durante a Guerra Civil Americana e muitos soldados ficaram dependentes.

A codeína, uma droga menos potente encontrada no ópio, mas que pode ser sintetizada pelo homem, foi isolada pela primeira vez na França em 1830 por Jean Pierre Robiquet, para substituir o ópio bruto com propósitos medicinais. É usado principalmente como remédio para a tosse.

 

A morfina, a substância mais ativa no ópio, é um analgésico muito poderoso do qual muitos soldados americanos ficaram dependentes durante a Guerra Civil.

No início do século XIX, o uso do ópio para recreação cresceu e, em 1839, a dependência britânica da droga alcançou o maior nível de todos os tempos. Em 1839, os britânicos enviaram navios de guerra para a costa da China em resposta à tentativa da China de acabar com o tráfico de ópio, dando início à “Primeira Guerra do Ópio”.

Em 1874, químicos tentando encontrar uma forma de morfina que causasse menos dependência criaram a heroína. Mas a heroína tinha o dobro da potência da morfina e o vício da heroína logo se tornou um problema sério.

 

Um frasco de comprimidos de codeína — todos os opioides aliviam temporariamente a dor, porém são altamente viciantes.

Em 1905, o Congresso dos EUA proibiu o ópio e no ano seguinte o Ato do Alimento Puro e Drogas exigiu rotulagem para identificação da composição de todos os medicamentos.

A metadona foi sintetizada pela primeira vez em 1937 pelos cientistas alemães Max Bockmühl e Gustav Ehrhart na empresa IG Farben. Eles estavam pesquisando um analgésico que pudesse ser usado mais facilmente durante cirurgias, que não causasse tanta dependência química como a morfina ou heroína.

No entanto, muitos acreditavam que a metadona causava ainda mais dependência do que a heroína.

Enquanto isso, o comércio ilícito de ópio explodiu. Por volta de 1995, o sudeste da Ásia produzia 2.500 toneladas anuais.

Novos analgésicos chegaram ao mercado com aprovação da FDA (Administração para Drogas e Alimentos dos EUA): Vicodin em 1984, OxyContin em 1995 e Percocet em 1999.

Todos estes são opioides sintéticos (produzidos pelo homem) que imitam os analgésicos naturais do corpo.

ESTATÍSTICAS INTERNACIONAIS

Em 2007, entre aqueles que usaram drogas ilícitas pela primeira vez, a maconha e os analgésicos prescritos foram os mais populares — cada um usado por quase o mesmo número de americanos na idade dos 12 anos ou mais. O uso não medicinal de analgésicos aumentou em 12%.

Um em cada 10 estudantes do ensino médio nos EUA admite ter abusado de analgésicos prescritos.

Em um estudo na cidade mineira de Capela Nova, o neurologista Ariovaldo Alberto Júnior, diretor da Sociedade Brasileira de Cefaleia, descobriu que 3,6% da população, de apenas dois mil habitantes, tinham dor de cabeça diariamente. “A principal causa era o uso abusivo de analgésicos”, disse. Nos EUA, o analgésico hidrocodona é o fármaco controlado mais comumente usado para fins não medicinais.

A metadona, antes usada nos centros de tratamento de dependentes químicos e agora usada pelos médicos como analgésico, foi apontada como a causa de 785 mortes na Flórida em 2007.

O abuso de medicamentos prescritos também está aumentando entre os americanos mais velhos, envolvendo particularmente ansiolíticos como Alprazolam e analgésicos como o OxyContin.

No Reino Unido, dezenas de milhares de pessoas são consideradas dependentes de analgésicos como Solpadeine e Neurofen Plus.

Médicos e terapeutas de reabilitação informam que o abuso de analgésicos prescritos é uma das dependências químicas mais difíceis de tratar.

 

SINAIS DE ALERTA DA DEPENDÊNCIA DE ANALGÉSICOS PRESCRITOS

 
Os analgésicos mais comumente prescritos (OxyContin, Vicodin, Metadona, Darvocet, Lortab, Lorcet e Percocet), enquanto oferecem alívio da dor, podem também fazer com que o corpo comece a “precisar” destas drogas para se sentir simplesmente “normal”.
 
Aqui estão dez sinais de alerta para observar se você acredita que alguém que conheça possa estar dependente dessas drogas:
 
1. Aumento do uso: aumento da dose, como resultado da crescente tolerância à droga e necessidade de cada vez mais para conseguir o mesmo efeito.
 
2. Mudança na personalidade: alterações de energia, humor e concentração, tornando a necessidade da droga mais importante do que as responsabilidades diárias.
 
3. Afastamento social: afastamento da família e dos amigos.
 
4. Uso contínuo: o uso de analgésicos continua, mesmo após a condição médica para os quais foram receitados ter melhorado.
 
5. Tempo gasto para obter prescrições: muito tempo gasto dirigindo longas distâncias e visitando vários médicos para obter as drogas.
 
6. Mudança nos hábitos diários e na aparência: declínio na higiene pessoal, mudança nos hábitos de sono e alimentação, tosse constante, nariz escorrendo, olhos vermelhos e vidrados.
 
7. Negligência das responsabilidades: negligência quanto às tarefas domésticas e ao pagamento de contas, faltas mais frequentes à aula ou ao trabalho.
 
8. Sensibilidade aumentada: visões, sons e emoções normais tornam-se excessivamente estimulantes; alucinações.
 
9. Esquecimento total: esquecer de coisas que aconteceram e ter “brancos”.
 
10. Comportamento defensivo: se o usuário sente que seu segredo está sendo descoberto torna-se defensivo e agressivo contra perguntas simples, na tentativa de esconder a dependência de drogas.

 

O QUE É RITALINA?

Ritalina é o nome comum do metilfenidato, classificado pela DEA (Agência Antidrogas Americana) como um narcótico de Tabela II, a mesma classificação da cocaína, da morfina e das anfetaminas1. É usada por adolescentes devido aos seus efeitos estimulantes.

Mesmo quando a Ritalina é usada com receita médica pode ter efeitos colaterais graves, incluindo: nervosismo, insônia, anorexia, perda de apetite, alterações na pulsação, problemas cardíacos e perda de peso. O próprio fabricante diz que é uma droga que causa dependência.

Em junho de 2005, a Food and Drug Administration (órgão de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) publicou uma série de avisos de saúde, advertindo que a Ritalina e suas variações podem causar alucinações visuais, pensamentos suicidas, comportamento psicótico, bem como comportamento agressivo ou violento.

Um escritor disse o seguinte sobre a Ritalina: “Nunca se diz aos pais: ‘Ah, é verdade que de vez em quando uma criança morre só por tomar sua medicação prescrita.’ Ou ‘A propósito, crianças que tomam medicamentos estimulantes têm duas vezes mais probabilidades de usar drogas no futuro’. Ou ‘A propósito, um terço de todas as crianças que tomam estes medicamentos desenvolvem sintomas de comportamento obsessivo-compulsivo no primeiro ano de uso’.”

 

ONDE É ENCONTRADA?

Infelizmente, a Ritalina e as drogas relacionadas à “hiperatividade” podem ser encontradas quase em qualquer lugar. Se você está na escola ou na universidade, provavelmente tem acesso fácil à droga por meio de “traficantes” (seus colegas de escola) ansiosos para conseguirem um lucro fácil com você.

 

Em algumas escolas, 20% dos estudantes usam drogas regularmente. A Agência Antidrogas Americana (DEA) descobriu que muitas destas escolas têm mais destas drogas do que a farmácia do bairro.

Por que é tão comum? É muito fácil que um “amigo” seu pegue alguns dos comprimidos receitados para o irmãozinho mais novo e os venda por um preço muito barato. Ou fica fácil para um estudante que está ansioso por uma dose dizer para a enfermeira da escola que sofre de “transtorno de aprendizagem” e “não consegue se concentrar”. Ele consegue uma prescrição e guarda os comprimidos para uso futuro, fornecendo os que sobram para os amigos.

Embora a lei proíba a distribuição livre destes estimulantes1 potentes, resta o triste fato de que estas substâncias estão disponíveis livremente em quase qualquer lugar. A Cocaína Infantil, como tem sido chamada, é distribuída como se fosse doce.

 

COMO O USO DE RITALINA COMEÇA

A princípio parece muito simples. Um estudante fica um pouco atrasado nos estudos. Tem uma prova e precisa se preparar. Vai ter que ficar acordado até tarde para conseguir uma boa nota. O café o deixa agitado, mas muitos dos seus amigos usam estes comprimidos para obter a energia extra de que precisam. Por que não? Alguns dólares; um comprimido; uma noite inteira de estudo; uma sensação de “concentração”.

Pode ser aí que começa, mas frequentemente não é aí onde acaba.

Alguns estudantes trituram a Ritalina e a cheiram como se fosse cocaína para uma absorção mais rápida. “Isso te deixa acordado por horas”, disse um estudante.

E assim como a cocaína ou qualquer outro estimulante, a sensação agradável de “estar de alto astral” é inevitavelmente seguida por um “bode”, um sentimento de fadiga, depressão e um estado de alerta reduzido. Um estudante dependente de Adderall, outro estimulante usado amplamente nas universidades, contou que a sensação de “superlucidez” virava um estado de estar “arrebentado e exausto” no dia seguinte. Como um usuário disse: “Depois de usar eu normalmente entro num tipo de estado de coma.”

E é claro, o usuário logo descobre que esta sensação de estar “esgotado” pode ser aliviada com a “ajuda” de mais um comprimido que lhe dá energia novamente. E assim vai.

Depois disso ele pode tomar doses maiores ou cheirar para ter mais efeito. A tolerância aumenta e então a pessoa tem que tomar mais. Nestas doses mais elevadas, a Ritalina pode levar a convulsões, dores de cabeça e alucinações. Esta substância potente, tipo anfetamina, pode até levar à morte, como nos muitos casos em que crianças morreram de ataque cardíaco causado pelos danos ligados à droga.

 

UE APARÊNCIA TEM A RITALINA? E OUTROS FATOS

A Ritalina vem em pequenos comprimidos, mais ou menos do tamanho e da forma de um comprimido de aspirina, com a palavra “Ciba” (nome do fabricante) estampada. Os comprimidos de 5 mg são amarelo-claros, os de 10 mg são verde-claros e os de 20 mg são ambos brancos e amarelo-claros.

É classificado como um estimulante do sistema nervoso central. Contudo, o fabricante admite o seguinte na bula: “Os dados de segurança e eficácia a longo prazo sobre o uso de Ritalina não são completamente conhecidos.”

Os usuários transformam os comprimidos em pó e o cheiram. A droga é solúvel em água, sendo fácil de transformar em um líquido que possa ser injetado.

Como apontado pela Agência Antidrogas Americana (DEA): “produtos farmacêuticos desviados de seus canais legítimos são a única fonte de metilfenidato disponível para uso indevido.” Em outras palavras, cada comprimido usado, quer na sua forma original, transformado em pó ou dissolvido em água vem do próprio fabricante. Nenhum destes comprimidos é fabricado em laboratórios clandestinos.

 

COCAÍNA DE POBRE

 

Pessoas submetidas a testes com cocaína e Ritalina não conseguiram identificar a diferença entre as duas.
Crédito fotográfico: itar-Tass

 

“Acabei tomando anfetaminas muito mais potentes, que acabaram comigo rapidamente, e não sei se teria me interessado por elas se não tivesse começado a tomar Ritalina.” — Andy

 

Em 2004, 13 vezes mais usuários de Ritalina deram entrada em prontos-socorros do que em 1990.

A Ritalina é barata e fácil de conseguir. Conseguidos com a prescrição de alguém, roubados de um irmão ou com prescrições falsas, esses comprimidos são vendidos amplamente. Custa cerca de um ou US$ 2,00 na escola e US$ 20,00 por comprimido no mercado negro nos EUA.

A comparação da Ritalina com a cocaína não é só para causar um efeito. A Ritalina é quimicamente similar à cocaína. Quando injetada, cria uma sensação de energia que os viciados tanto desejam.

Em 2000, a Agência Antidrogas Americana (DEA) revelou os resultados dos estudos em animais e em humanos que receberam cocaína e Ritalina. Os indivíduos submetidos ao teste não conseguiram identificar a diferença. A DEA concluiu que: “Produzem efeitos que são quase idênticos.”

O ÂMBITO DO USO ABUSIVO DE RITALINA

O uso indevido de drogas prescritas como a Ritalina está aumentando.

Por volta de 2006, quase 7 milhões de americanos usaram drogas prescritas indevidamente, incluindo Ritalina — mais do que o número combinado de pessoas que usaram cocaína, heroína, alucinógenos, ecstasy e inalantes. Estes 7 milhões eram apenas 3,8 milhões em 2000 — um aumento de 80% em apenas seis anos.

Em 2007, 3,8% dos estudantes do 12º ano nos EUA relataram ter tomado Ritalina sem prescrição médica pelo menos uma vez no ano anterior.

Um fator importante que contribui para o uso indevido é o grande aumento no número de prescrições de Ritalina e outros estimulantes.
Nos EUA, o número de prescrições de estimulantes subiu de cerca de 5 milhões em 1991 para quase 35 milhões em 2007.

Em 2004, o metilfenidato (Ritalina) foi responsável por aproximadamente 3.601 entradas nos prontos-socorros, comparado com 271 em 1990.

De 1990 a 2000, 186 mortes nos EUA estavam ligadas à Ritalina. Segundo a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, uma criança pode apresentar surtos de insônia, sonolência, piora na atenção e na cognição, surtos psicóticos, alucinações e corre o risco de cometer até o suicídio.

 

OS EFEITOS PERVERSOS DOS ESTIMULANTES PRESCRITOS

 

Esta substância similar à anfetamina causa os mesmos tipos de efeitos no corpo que outras formas de rebites: perda de apetite, insônia e aumento do batimento cardíaco. O uso desta droga em grandes doses, especialmente por injetar ou cheirar, cria uma pressão ainda maior sobre o corpo. O stress no coração pode ser fatal.

Veja o caso de um adolescente dependente de Ritalina, que um dia teve um colapso enquanto andava de skate. Morreu por ataque cardíaco.

A injeção de Ritalina tem um efeito adicional horrível sobre o corpo. Embora o componente químico, metilfenidato, se dissolva complemente na água, os comprimidos têm partículas minúsculas que não se diluem. Quando injetados na corrente sanguínea, estes materiais sólidos bloqueiam os pequenos vasos sanguíneos, causando danos sérios nos pulmões e nos olhos.

Além do impacto físico, há também as condições emocionais graves causadas pelo uso desta droga até mesmo quando se toma por pouco tempo. Alucinações e comportamento psicótico não são incomuns.

Um pesquisador no Texas descobriu que o uso de Ritalina pode elevar o risco de câncer. Este estudo descobriu que após apenas três meses, cada uma das doze crianças tratadas com metilfenidato sofreu anormalidades genéticas associadas a um elevado risco de câncer.

EFEITOS A CURTO PRAZO

  • Perda de apetite

  • Aumento do ritmo cardíaco, da pressão sanguínea e da temperatura corporal

  • Dilatação das pupilas

  • Distúrbios do sono

  • Náusea

  • Comportamento bizarro, errático e às vezes violento

  • Alucinações, hiperexcitabilidade, irritabilidade

  • Pânico e psicose

  • Doses excessivas podem levar a convulsões, espasmos e à morte

EFEITOS A LONGO PRAZO

  • Danos permanentes nos vasos sanguíneos do coração e do cérebro, pressão sanguínea alta levando a ataques cardíacos, derrames cerebrais e à morte

  • Danos no fígado, rins e pulmões

  • Se for cheirada, ocorre a destruição dos tecidos nasais

  • Se for fumada, gera problemas respiratórios

  • Causa doenças infecciosas e abcessos se for injetada

  • Má nutrição, perda de peso

  • Desorientação, apatia, exaustão e confusão

  • Forte dependência psicológica

  • Psicose

  • Depressão

  • Danos no cérebro, incluindo derrames e possivelmente epilepsia.

 

A RITALINA LEVA A OUTRAS DROGAS

A HISTÓRIA DE KURT:
A lenda do Rock, Kurt Cobain, começou a tomar Ritalina aos 7 anos de idade. A viúva de Cobain, Courtney Love, acredita que esta droga mais tarde o levou a usar drogas mais fortes. Cobain cometeu suicídio com um tiro na cabeça em 1994. Courtney Love também recebeu a prescrição de Ritalina quando era criança. Ela descreveu a experiência da seguinte forma: “Quando você é uma criança e toma esta droga que dá essa sensação [euforia], o que mais você vai buscar quando for adulto?”

Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Uso de Drogas (EUA) constatou que os usuários de Ritalina e drogas similares “apresentaram a porcentagem mais alta de uso de cocaína”.

Devido ao aumento da tolerância, o uso de Ritalina pode levar a drogas mais fortes para se conseguir o mesmo barato. Quando os efeitos começam a desaparecer, a pessoa pode procurar drogas mais potentes para se libertar das condições indesejadas que a levaram a usar a droga da primeira vez.

A própria Ritalina não conduz a pessoa a outras drogas: as pessoas usam drogas para se livrarem de situações ou sentimentos indesejados. A droga mascara o problema durante algum tempo (enquanto o usuário está baratinado). Quando o “barato” acaba, o problema, condição ou situação indesejada voltam de forma mais intensa do que antes. Então, o usuário pode buscar para drogas mais fortes visto que a Ritalina já não “funciona” mais.

Um estudo com 500 estudantes durante um período de 25 anos descobriu que aqueles que tomavam Ritalina tinham uma probabilidade maior de usar cocaína e outros estimulantes posteriormente.

De acordo com um estudo de 2005, os adolescentes que tomam drogas prescritas estavam 12 vezes mais propensos a usar heroína, 15 vezes mais propensos a tomar ecstasy e 21 vezes mais propensos a usar cocaína, comparado com adolescentes que não usam este tipo de drogas.

JUSTIFICAÇÕES COMUNS (NÃO CAIA NA ARMADILHA):

Há muitas justificações para tomar esta droga potente. Reconheça-as pelo que são: Mentiras!

  • Todo o mundo toma.

  • É só para estudar.

  • O meu irmão toma para tratar um transtorno de aprendizagem então não pode ser tão ruim.

  • Não vicia.

  • Você consegue controlar. Você não tem que tomar de novo se não quiser.

 

MORTE POR RITALINA

A HISTÓRIA DE MATTHEW: Matthew era um adolescente que tomou Ritalina durante sete anos. Morreu subitamente em março de 2000. Embora não tivesse histórico de problemas cardíacos, a autópsia revelou sinais claros de danos nos pequenos vasos sanguíneos. Seus pais foram informados por um dos médicos que o coração de um homem adulto saudável pesa cerca de 350 gramas. O coração de Matthew pesava 402 gramas. No seu atestado de óbito está escrito: “Morte causada por uso prolongado de metilfenidato (Ritalina)”.

Altas doses de Ritalina levam a sintomas similares ao uso de outros estimulantes, incluindo: tremedeiras e convulsões musculares, paranoia1 e uma sensação de vermes ou larvas rastejando por baixo da pele.

Veja a história do jovem de 17 anos que após inalar comprimidos triturados de Ritalina e ter ficado acordado durante vários dias, ficou psicótico, matou os pais e feriu gravemente os seus irmãos e irmã com uma machadinha. Um garoto de 14 anos que tomava Ritalina desde os 7 anos espancou outro garoto até a morte com um taco de beisebol.

A Ritalina pode causar comportamento agressivo, psicose e batimento cardíaco irregular, o que pode levar à morte.

O USO INDEVIDO DE RITALINA É CRIME

Nos Estados Unidos, o uso indevido de Ritalina está sujeito a penas criminais severas. As penas para uma primeira infração por tráfico (da qual seria culpado mesmo que só tivesse compartilhado um ou dois comprimidos com um amigo) incluem até 20 anos de prisão e multa que pode chegar a até 1 milhão de dólares.

Se a morte ou um dano sério ocorrer por causa desta primeira infração, a pena é de 20 anos a prisão perpétua. Se a droga for injetada, converte-se numa infração com penalidades ainda mais pesadas.

 

A VERDADE SOBRE AS DROGAS

A resposta real é obter os fatos e, em primeiro lugar, não usar drogas.

As drogas são essencialmente venenos. A quantidade usada determina o efeito.

Uma quantidade pequena é um estimulante (dá energia). Uma quantidade maior age como sedativo (entorpece). Uma quantidade ainda maior age como veneno e pode matar.

Isto é verdade para qualquer droga. A única coisa que varia é a quantidade necessária para conseguir o efeito desejado.

Mas muitas drogas têm outro risco: elas afetam diretamente a mente. Podem distorcer a percepção do usuário em relação ao que está acontecendo ao seu redor. Como resultado disto, as ações da pessoa podem ser estranhas, irracionais, inadequadas e até destrutivas.

As drogas agrupam todas as sensações, as desejáveis com as não desejadas. Dessa forma, enquanto proporcionam alívio da dor a curto prazo, também destroem as habilidades e o estado de alerta e confundem os pensamentos.

Os medicamentos são drogas usadas para acelerar, diminuir ou mudar alguma função do corpo para tentar fazê-lo trabalhar melhor. Algumas vezes são necessários. Mas, ainda assim, não deixam de ser drogas: atuam como estimulantes ou sedativos, e uma grande quantidade pode matar. Então, se você não utiliza os medicamentos da forma como devem ser utilizados, podem ser tão perigosos como as drogas ilícitas.

POR QUE AS PESSOAS USAM DROGAS?

As pessoas usam drogas porque querem mudar algo nas suas vidas.

Aqui estão algumas razões que os jovens deram para usar drogas:

  • Adaptar-se

  • Escapar ou relaxar

  • Aliviar o tédio

  • Parecer adulto

  • Rebelar-se

  • Experimentar

Eles pensam que as drogas são uma solução, mas, no fim, as drogas tornam-se o problema.

Mesmo quando os problemas que se têm de enfrentar são difíceis, as consequências do uso de drogas sempre serão piores que o problema que se está tentando resolver. A resposta real é obter os fatos e, em primeiro lugar, não usar drogas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DEFINIÇÃO DE DROGAS

As drogas são definidas como qualquer substância que altera as funções do organismo, são definidas como entorpecentes ou narcóticas. A maioria das drogas são produzidas a partir de plantas (drogas naturais), como por exemplo a maconha, que é feita com Cannabis sativa, e o Ópio, proveniente da flor da Papoula. Outras são produzidas em laboratórios (drogas sintéticas), como o Ecstasy e o LSD. A maioria causa dependência química ou psicológica, e podem levar à morte em caso de overdose. . Existem exames médicos que conseguem detectar a presença de várias drogas no organismo – são chamados de Exames Toxicológicos.

 

TIPOS DE DROGAS:

  • Maconha: uma das drogas mais populares, a maconha é consumida por meio de um enrolado de papel contendo a substância. É feita a partir da planta Cannabis sativa. Existe a variação chamada Skunk, com um teor de THC bastante elevado, bem como o Haxixe.

  • Ópio: droga altamente viciante, o Ópio é feito a partir da flor da Papoula. Os principais efeitos são sonolência, vômitos e náuseas, além da perda de inteligência (como a maioria das drogas). Opiáceos: codeína, heroína, morfina, etc.

  • Psilocibina: é uma substância encontrada em fungos e cogumelos, a Psilocibina tem como principal efeito as alucinações. Também é utilizada em pesquisas sobre a enxaqueca.

  • DMT – Dimetiltriptamina: A principal consequência do seu consumo são perturbações no sistema nervoso central. Utilizada em rituais religiosos.

  • Cafeína: é o estimulante mais consumido no mundo – está no café, no refrigerante e no chocolate.

  • Cogumelos Alucinógenos: alguns cogumelos, como o Amanita muscariapodem causar alucinações.

  • Nicotina

 

 

Drogas Sintéticas

  • Anfetaminas – Seu principal efeito é o estimulante. É muito utilizada no Brasil por caminhoneiros, com o objetivo de afastar o sono e poder dirigir por longos períodos.

  • Barbitúricos – Um poderoso sedativo e tranquilizante, causa grande dependência química nos seus usuários.

  • Ecstasy – Droga altamente alucinógena, causa forte ansiedade, náuseas, etc.

  • LSD – Outro poderoso alucinógeno que causa dependência psicológica.

  • Metanfetamina – Era utilizada em terapias em muitos países, mas foi banida pelo uso abusivo e consequências devastadores da droga.

 

Drogas Semi-Sintéticas

  • Heroína – A heroína é uma das drogas mais devastadores, altamente viciante – causa rápido envelhecimento do usuário e forte depressão quando o efeito acaba.

  • Cocaína e Crack – A cocaína é o pó produzido a partir da folha de coca, e o crack é a versão petrificada dessa droga. Altamente viciante, deteriora rapidamente o organismo do drogado, causando também perda de inteligência, alucinações, ansiedade, etc.

  • Morfina – É uma droga utilizada principalmente para o alívio de dores em todo o mundo. Também causa dependência química nos seus usuários.

  • Merla – droga produzida a partir da pasta de coca.

  • Oxi – outra droga derivada da pasta de cocaína.

 

Medicamentos

Muitas drogas são utilizadas em medicamentos, para o tratamento de diversos problemas de saúde e doenças.

 

 

 

 

 

 

que é Dependência Química

Dependência química ou dependência de drogas é uma condição física e psicológica que se desenvolve após o uso contínuo de substâncias psicoativas (que afetam o funcionamento do sistema nervoso).

O que é Dependência Química

O significado de dependência química se refere ao fato da pessoa se tornar dependente do consumo de tais substâncias, tendo que aumentar a dose sucessivamente, para seguir obtendo os efeitos considerados prazerosos. O dependente químico não consegue deixar de utilizar a droga, mesmo que ela produza resultados desagradáveis (como a ressaca, no caso do álcool).

Causas da dependência química

Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da dependência química, entre os quais podemos citar: frequência do consumo da substância, fatores orgânicos, genéticos e psicossociais de cada indivíduo, além das influências ambientais.

A ciência ainda não chegou a uma conclusão sobre quais fatores predispõem a um maior potencial de desenvolver dependência do uso de substâncias psicoativas.

Entretanto, no caso do álcool, já se sabe que os fatores genéticos têm um peso de 50% na propensão ao abuso e dependência. Pesquisas constataram que filhos de alcoólatras têm quatro vezes maior risco de desenvolver alcoolismo, mesmo sem a interferência de fatores ambientais (ainda que sejam criados por pessoas que não consomem álcool).

Também não existe um consenso sobre os fatores “preventivos” do desenvolvimento da dependência química. Há quem defenda a religião, controle da impulsividade, supervisão parental e políticas públicas como medidas preventivas.

Substâncias Psicoativas

As drogas, ou substâncias psicoativas, são substâncias químicas cujos significados de seus efeitos afetam o funcionamento do cérebro, gerando alterações comportamentais, de humor e da consciência da pessoa que as utiliza.

As drogas podem ser classificada como:

  • Depressores; drogas que inibem a função do sistema nervoso central. Estão entre as mais usadas a nível global. Fazem parte desse grupo de drogas, álcool, barbitúricos e benzodiazepínicos.

  • Estimulante; droga psicoativa cujos significados de seus efeitos tendem a aumentar a atividade cerebral. Cafeína, nicotina, cocaína, anfetaminas e alguns medicamentos prescritos na medicina são exemplos de drogas estimulantes.

  • Psicodélicos; também conhecidos como alucinógenos, são drogas que distorcem a percepção. A maconha, o LSD, psilocibina (derivado de um tipo de cogumelo) e mescalina são exemplos de drogas psicodélicas.

A palavra droga vem do francês antigo droge, cujos significados originais eram “provisão ou suprimento”, passando depois a “remédio, ingrediente químico”.

Nem toda droga é ilegal. O álcool, por exemplo, é uma droga legalmente comercializada na maioria dos países, mas que tem um alto potencial para deixar uma pessoa dependente de seu consumo, além de produzir significados terríveis para a saúde, quando consumido em excesso por longos períodos.

O tabaco é outro exemplo de droga legal, altamente nocivo para a saúde do ser humano e com enorme capacidade de gerar dependência.

Sintomas

O dependente químico apresenta os seguintes sintomas:

  • Fissura; desejo incontrolável de utilizar a droga.

  • Perda do autocontrole; o dependente não consegue frear o consumo da droga.

  • Aumento da tolerância; o dependente precisa de doses cada vez maiores para obter os efeitos antes atingidos com doses menores da droga.

Abstinência

Os sintomas de abstinência evidenciam que um indivíduo é dependente do consumo de algum tipo de droga.

A abstinência é caracterizada por sintomas físicos e psíquicos de desconforto, que aparecem em consequência da redução ou interrupção do consumo de drogas.

Os sintomas de abstinência inicialmente apresentados pelo dependente incluem:

  • Fissura.

  • Ansiedade.

  • Sintomas depressivos.

  • Irritação.

  • Dificuldade de concentração.

  • Insônia.

Os sintomas da abstinência tendem a piorar conforma vai se agravando a dependência do consumo de determinada substância. Os sintomas mais graves podem variar de acordo com a droga utilizada. Podem ocorrer tremores, suor difuso, palpitações cardíacas, aumento da temperatura corporal, enjoos, vômitos e até mesmo quadros de confusão mental.

Consumo de drogas: uso, abuso e dependência

Há diferença entre uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas:

  • O uso se relaciona a qualquer tipo de consumo, independentemente da frequência com que ocorre. Se enquadram nesse caso os indivíduos que experimentam uma droga pela primeira vez, mas não sofrem consequências de tal uso e podem abandonar o consumo.

  • O abuso se caracteriza pelo uso nocivo de uma substância, como consequência de algum problema. Neste caso, o uso se torna recorrente e pode levar à dependência.

  • Dependência; conforme já foi descrito, ocorre quando não há controle sobre o uso da droga e sua interrupção causa sintomas de abstinência.

Dependência química CID

A dependência química aparece na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde sob o código “F19: Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de múltiplas substâncias e ao uso de outras substâncias psicoativas”.

Dependência química OMS

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o uso nocivo é “um padrão nocivo de uso de substâncias psicoativas (droga) que está causando dano à saúde”, dano este que pode ter significados físicos ou mentais.