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Internações Voluntárias 

 

 

 

Internação voluntária

A pessoa que solicita voluntariamente a própria internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. O término da internação se dá por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico responsável. Uma internação voluntária pode, contudo, se transformar em involuntária e o paciente, então, não poderá sair do estabelecimento sem a prévia autorização.

 

 

Com o crescimento devastador do número de usuários de drogas em nossa cidade e, principalmente, com a epidemia dessa que é uma das mais perigosas drogas já vistas, o Crack, cresce também os problemas na sociedade. Muitos desses usuários reconhecem que chegaram a um estágio que sozinho não vão conseguir sair e nem vencer. Com esse reconhecimento, eles próprios procuram ajuda e acabam permitindo ser internado. O grande problema hoje encontrado , sociedade e famílias é lidar com aqueles usuários que não aceitam ajuda e que seu estágio de consumo já está gerando um mal mortal em todas as esferas, deixando todos em dúvidas e sem saber como agir.

Drogas como o crack agem de maneira tão agressiva no corpo do usuário que não permitem que ele entenda a gravidade de sua situação e o quanto seu comportamento pode ser nocivo para ele mesmo e para os outros. Foi com base nessa ideia que o deputado federal Eduardo Da Fonte (PP-PE) apresentou, em março de 2012, uma proposta de política pública que prevê a internação compulsória temporária de dependentes químicos, segundo indicação médica, após o paciente passar por avaliação com profissionais da saúde. A internação contra a vontade do paciente está prevista no Código Civil desde 2001, pela Lei da Reforma Psiquiátrica 10.216, mas a novidade agora é que o procedimento seja adotado não caso a caso, mas como uma política de saúde pública – o que vem causando polêmica. 

Umas das grandes dúvidas que as pessoas me perguntam pelas ruas e casas que frequento são referente a internações. Hoje explicarei as três modalidades de internações que a Lei (Lei 10.216/2001) nos proporciona:

Internação involuntária

É a que ocorre sem o consentimento do paciente e a pedido de terceiros. Geralmente, são os familiares que solicitam a internação do paciente, mas é possível que o pedido venha de outras fontes. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito pelo médico psiquiatra.

A lei determina que, nesses casos, os responsáveis técnicos do estabelecimento de saúde têm prazo de 72 horas para informar ao Ministério Público do estado sobre a internação e os motivos dela. O objetivo é evitar a possibilidade de esse tipo de internação ser utilizado para a cárcere privado.

Internação compulsória

Nesse caso não é necessária a autorização familiar. A internação compulsória é sempre determinada pelo juiz competente, depois de pedido formal, feito por um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. O juiz levará em conta o laudo médico especializado, as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Não colocarei aqui minha opinião referente a qual dessas eu sou a favor, pois sei o quanto é difícil e doloroso para quem esta vivenciando esse tipo de problema. Cada caso requer uma atitude diferente e única. Não existe uma formula pronta para lidar com dependente químico, o que tem que existir é força, sabedoria e amor.

Por que a internação é importante?

A dependência química é uma doença, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, que afeta não só o usuário de drogas, mas também a família e ao meio em que convive. O dependente químico por si só, muitas vezes acredita que pode parar de usar drogas quando quiser. Por esse motivo, protela a busca por ajuda. Nessas horas o ideal é que a família intervenha, pois tem sã consciência para tomar a melhor decisão.

A internação torna-se necessária quando há intoxicação aguda ou crônica e, consequentemente, ele já não tem condições de tomar decisões ou cuidar de si mesmo. Também a internação é indicada quando há dificuldade em ficar abstinente, há desgaste da família, que fica sem saber como ajudá-lo em casa, ou ainda em situações que coloquem em risco a segurança da pessoa e de quem estiver em volta, devido à falta da droga ou do envolvimento com o tráfico.

Como funciona?

Quando o paciente chega na clínica, ele é acolhido por uma equipe especializada e passa por uma avaliação clinica e psiquiátrica, a qual é analisada e reafirmada do ponto de vista médico dando assim início ao tratamento. Durante a permanência na clínica o dependente tem o auxílio da Equipe Multiprofissional , formada por médicos psiquiatras, clínicos gerais, psicólogos, enfermeiros, terapeutas, monitores, que atuam de uma forma significativa em atividades correlacionadas.

Durante o tratamento é possível ter condições e tempo de autorreflexão e avaliação para tomar consciência do problema. Através de metodologias aplicadas o tratamento que busca resgatar valores, autoestima, conceitos familiares e sociais, establecendo padrões sociais e familiares, focando comportamentos que assegure o bem-estar indivídual e grupal. O tempo da internação varia de caso a caso. Alguns fatores, como idade do paciente, tempo de uso, substância utilizada, quantidade e frequência e comprometimento físico e mental, podem determinar o tempo em tratamento.

Trabalhamos com as melhores Clínicas de Recuperação de Todo Brasil. 

Temos convênio com mais de 30 clínicas no Estado de São Paulo, masculinas, femininas e mistas. Todas as clínicas possuem equipe formada por profissionais especialistas em suas áreas e com vasta experiência, proporcionando um trabalho compartilhado em ambiente de respeito e colaboração.

As clínicas conveniadas oferecem com excelência, soluções terapêuticas no processo de reabilitação da dependência química, visando a restauração da saúde e o respeito a si próprio, fornecendo soluções de qualidade e superarando as expectativas dos pacientes e familiares. As clínicas dispõem de ambientes aconchegantes, devidamente equipados para atendimentos e serviços oferecidos.

O objetivo das clínicas visa, acima de tudo, resgatar vidas que estão sendo destruídas pelo uso das drogas, promover a reabilitação psicossocial do dependente químico, elevar sua autoestima e reintegrá-lo à vida familiar e social, garantindo saúde e bem-estar para nossos pacientes e suas famílias.

Nosso modelo psicoterapêutico é de origem humanista cujo objetivo é a abstinência total do consumo de álcool e drogas. Pretende-se com este modelo ensinar o dependente novas atitudes e comportamentos através de um método de trabalho que tem foco nos princípios dos grupos de autoajuda, de sentimentos, terapia racional-emotiva, psicologia transacional, palestras, filmes didáticos e terapias individuais.

Quadro Básico de Profissionais das Clínicas

  • Profissional de Psicologia

  • Médico Psiquiatra

  • Clínico Geral

  • Terapeutas

  • Enfermeiro

  • Nutricionista

  • Monitores

  • Seguranças

Estrutura Básica das Clínicas

  • Sala de recepção

  • Ambiente aconchegante

  • Consultório médico

  • Consultório psicológico

  • Sala multimídia equipada

  • Plantão de enfermagem

  • Espaço livre para lazer

  • Espaço para jogos

  • Quadra de Esporte